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Surgiu em setembro de 1985 a primeira Comissão dos Trabalhadores para negociar com os patrões. Com ela foi assinado o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho de que temos registro.

Más condições de transporte: trabalhadores eram transportados em caminhões; com o Acordo, vieram ônibus a partir de 1.°/10/85.

Foi o primeiro passo marcante de negociações até então e serviu para impulsionar a criação da Associação Pré-sindical.

O ACT tinha 13 cláusulas, sendo que oito tratavam de salários e reajustes.

associacao

Em 1.°/10/1985 deu-se impulso à criação da Associação dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Associação Pré-sindical), que mais tarde passou até o nome, na íntegra, para o Sindicato. A Associação foi fundada em 10 de outubro de 1985.

VEJA:
Relação dos 300 sócios fundadores da associação pré-sindical;
Ata da primeira reunião da diretoria da associação pré-sindical.

A Associação tinha a incumbência de transformar-se, como já dizia o nome, em Sindicato. Foi o que fez. Dezoito meses depois de fundada e organizada a documentação necessária, a Associação transformou-se no SINDÁGUA-DF, recebendo a Carta Sindical em 21 de abril de 1987.

CURIOSIDADE
Por que será exatamente esta data? Sendo a Carta assinada pelo Ministro do Trabalho e elaborada por servidores públicos, como isso foi feito em um feriado? Se você sabe, escreva para o Sindágua.

No período de 10 de outubro de 1985 a 7 de agosto de 1987, os diretores da Associação responderam pela categoria. A transformação efetiva da Associação em sindicato ocorreu em 28 de agosto de 1986. A primeira eleição para a entidade foi em 2 e 3 de julho de 1987, e a posse ocorreu no dia 7 de agosto de 1987.

As ideias no tempo

1 - O ACT de 1986 já previa, na cláusula décima oitava, que seria encaminhada a criação de um fundo de pensão para os trabalhadores (atual Fundiágua).

2 - O primeiro ACT assinado pelo Sindágua após o registro sindical, em 7 de junho de 1987, continha 24 cláusulas. A data-base foi mantida em 1.º DE MAIO desde o ACT de 1986, assinado pela Associação. Somente a partir de 1989 a data-base da categoria passou a ser 1.º DE NOVEMBRO. Por quê? (Se você sabe, escreva para o Sindágua).

Fatos que marcaram a história do Sindágua

GREVES NA CAESB

Primeira – 1985, durou 16 dias.

Segunda – de 24 a 27 de fevereiro de 1987, provocada pelo descumprimento do ACT 86/87

Terceira –1995. Durou 7 dias e terminou com a assinatura do ACT 95/96

Quarta – dezembro de 1999, durou 15 dias, provocada pelo descumprimento do ACT.

Quinta - Julho/agosto de 2000. Greve de 22 dias, novamente para que a Caesb cumprisse o ACT.

Sexta - dezembro de 2000, durou 3 dias. O Sindágua é reconhecido no meio sindical como uma das entidades mais combativas no DF

Sétima – de 21 de novembro de a 5 de dezembro de 2001, motivada pelo descaso da diretoria da Empresa em responder às reivindicações da categoria. Terminou com um aditivo considerado insuficiente, mas com a sensação de vitória por causa da grande mobilização e espírito de luta dos trabalhadores.

Oitava - Maio de 2008. A greve, encerrada no dia 29/05, interrompe um jejum de sete anos e traz à tona uma nova Empresa, onde se mesclam a experiência e combatividade dos trabalhadores mais antigos de casa com a energia dos que entraram no último concurso.

Nona - Maio de 2010. Mais uma vez a categoria mostra grande unidade e que a força motriz para se conquistar é a conscientização e a mobilização dos trabalhadores. A categoria fez uma grande data-base, conquistando bandeiras históricas e promovendo uma grande mobilização.

Décima– Novembro de 2010. A categoria quebra um paradigma e, pela primeira vez na história da Caesb, fez duas greves no mesmo ano, impedindo aumento salarial já aprovado pela Empresa para um grupo privilegiado de empregados – “os iluminados” – e ainda ampliando para os demais trabalhadores.

Décima primeira – Maio de 2011. A greve dura nove dias. A adesão ao movimento, bem como o nível de conscientização de que a vitória só viria depois de muita luta, surpreendeu. Isto aconteceu no início do mandato do novo presidente da Empresa; ele sucedeu ao anterior, que já estava há mais de 12 anos consecutivos no cargo. Nessa “nova” gestão, a política adotava tem sido a de desmobilização, por meio da convocações de assembleias patronais.

ELEIÇÕES

2 e 3 de julho de 1987 - Primeira eleição para a diretoria do Sindágua. Carlos Benedito é eleito presidente.

26 de abril de 1990 - Segunda eleição. Carlos Benedito é reeleito para o 2.° mandato.

9 e 10 de março de 1993 - Terceira eleição. Carlos Benedito é reeleito mais uma vez.

11 e 12 de abril de 1996 - Quarta eleição, vencida por Carlos Benedito para o 4.° mandato.

5 e 6 de julho de 1999 - A oposição vence a eleição pela primeira vez. Inicia-se uma nova etapa do sindicalismo no Sindágua, com ações voltadas para a base.

Junho de 2002 - Com algumas renovações, é reeleita para o 2.º mandato a diretoria eleita em 1999. Divergências incontornáveis forçam a antecipação do processo eleitoral para 2004.

23 e 24 de junho de 2004 - Chapa de trabalhadores, independente de partidos políticos, ganha a eleição e uma nova história começa a ser escrita no Sindicato.

Abril de 2007 – É reeleita para o 2.º mandato a diretoria eleita em 2003, com a linha de independência de partidos políticos e do patronato.

Abril de 2010 – É reeleita parte do grupo que ganhou a eleição de 2007, com 50% de renovação.

OUTROS FATOS

Dezembro de 1998 - Assinado aditivo ao ACT incluindo garantia no emprego por dois anos.

Abril de 1998 - Justiça manda demitir 354 trabalhadores (12% do quadro), sem direito a nada, por nulidade de contrato.

Setembro de 1999 a abril de 2000 - Sindicato regulariza na Justiça os contratos de trabalho de 248 trabalhadores ameaçados de demissão. Em novembro de 2000, nova vitória beneficia todos os envolvidos (354). Não há registro de vitória semelhante nos tribunais.

Dezembro de 2000 - Categoria aprova novo estatuto. Delegados de base, diretoria colegiada , transparência e responsabilidades são os pontos principais.

Dezembro de 2000 - Categoria aprova filiação à CUT.

Março de 2001 – Pela primeira vez na história da entidade, Sindágua elege 25 delegados sindicais de base.

Junho de 2001 – Sindágua realiza, nos dias 22, 23 e 24, o 1.° Congresso dos Trabalhadores em Saneamento do DF.

Dezembro de 2001 - Categoria aprova a unificação com o Sindicato dos Eletricitários. Porém, os caesbianos são surpreendidos por decisão contrária do STIU.

2002 – É conquistada a estabilidade de emprego. Dessa forma, acaba a era das demissões injustas e imotivadas que nos fizeram perder tantos companheiros valorosos na difícil luta sindical. Caesb compromete-se a realizar concurso público na vigência do ACT 2002/2004. Compromete-se também a realizar estudos visando à racionalização e diminuição dos serviços de terceiros nas áreas de água, esgotos, comercial e administrativa, e a implantar o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

2003 – Ocorre a primeira curva salarial da categoria, em decorrência da distorção em relação ao mercado. Categoria conquista, pela primeira vez, a reposição integral da inflação na data-base.

2004 – Assinatura do Termo de Ajuste de Conduta que garante a contratação de 480 empregados. No entanto, mais de 600 trabalhadores são contratados a partir de 2006.

2005 – Curva salarial: o objetivo foi corrigir boa parte das distorções salariais internas.

2006 – O Sindágua se desfilia da CUT. Desde então, mantém uma posição de independência, mas sem nunca se furtar a debater e compor frentes de lutas em conjunto com os companheiros da dissidência.

Maio de 2006 – Sindágua ajuda na fundação da Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas, por acreditar numa central capaz de organizar trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e populares, negros e negras, mulheres e representantes do movimento GLBTT.

2008 – Curva salarial: teve o intuito de corrigir significativamente a estagnação na carreira e distorções salariais internas/externas impostas ano após ano por um Plano de Cargos que simplesmente não funcionava.

Garantiu ganhos salariais e a correção dos pisos da categoria.

2009 – Mobilização da sociedade civil, acadêmica e popular barra projeto de Corumbá IV. Mais tarde veio a constatação da importância dessa luta – a Caesb estaria hoje descapitalizada, a exemplo da CEB, ou coisa pior. Além disso, foi comprovado superfaturamento e uso da obra para fins pessoais do então governador.

É aprovado o novo Plano de Cargos e Salários da categoria, com previsão de ser efetivado até novembro/2011 e com nova perspectiva de carreira, pois os tetos salariais dos cargos quase dobraram.

Visando a dar mais transparência à administração do Sindicato, é aprovada no Congresso da categoria mudança no estatuto que separa as eleições do Conselho Fiscal e da Diretoria Colegiada.

Maio de 2010 – Categoria conquista um dos maiores reajustes de toda a sua história e avança em diversos direitos, como abono natalício, melhor curva de anuênio, 13.º do tíquete-alimentação e fim da famigerada escala 12x36.

Novembro de 2010 – No fim do ano, um fato causou muita indignação nos trabalhadores: a empresa aprovou proposta de acelerador de carreiras para, inicialmente, apenas alguns “iluminados”. Tal situação, somada ao descumprimento de diversas cláusulas do Acordo, foi o estopim que levou os trabalhadores a entrarem de greve pela segunda vez no ano.

Abril de 2011 – O resultado da greve foi a constituição de duas comissões. Ao fim do processo, o Sindicato conseguiu ampliar o ACELERADOR DE CARREIRAS para mais de 50% da categoria, sem critérios excludentes impostos pela Empresa, além de conquistar a gratificação por titulação.

Maio de 2011 – Infelizmente, em 2011 a situação dos trabalhadores ameaçados de demissão sofre um duro golpe. O TRT publica acórdão desfavorável para todo o grupo dos 354 trabalhadores, mas o espírito de luta e união é tão forte, que mesmo nessa situação os trabalhadores fazem greve e lutam por seus empregos.

Junho de 2011 – Uma bandeira histórica e que já estava meio desacreditada pela falta de êxito nesses anos todos é conquistada: o PPR linear. Conseguimos, finalmente, alcançar a divisão igualitária dos resultados da Empresa para todos os empregados. Outra bandeira conquistada foi o horário corrido para as atividades de análise de água e esgoto e atendimento comercial. Foi sem dúvida uma grande vitória, pois a data-base previa apenas a negociação de cláusulas financeiras. Ademais, os pisos salariais da categoria foram corrigidos.

Novembro de 2011 – Sindágua promove o VII CONSAN, que discutiu terceirização, sucateamento e assédio moral na Empresa, além de alterações no Estatuto da entidade.

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